Atendimentos
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Sessões com frequência semanal ou quinzenal. A psicoterapia pode ser breve (curto prazo), ou de longo prazo. O que define essa diferença são a necessidade e a disponibilidade do paciente.
A busca por psicoterapia ocorre quando a pessoa tem a necessidade de suporte de um psicólogo para ajudar em algumas situações de sua vida. Essas situações podem trazer sofrimento ou não. E se trazem sofrimento, em diferentes intensidades.
Essa busca pode ser motivada, por exemplo, pelas incertezas sobre rumos profissionais; por dificuldades de relacionamentos em diferentes contextos — profissional, social, familiar; por sofrimentos mais inespecíficos, sem uma causa conhecida, mas que trazem sintomas de ansiedade e apatia, diminuindo a motivação da pessoa pelas realizações básicas da vida; por sofrimentos do passado que permanecem reverberando no presente.
Quando se encontra uma questão bem definida para ser tratada na psicoterapia, e é possível estabelecer um foco, esse tratamento pode ser conduzido por uma psicoterapia breve, e alguns meses podem ser suficientes para que o paciente conquiste a independência terapêutica nesse momento. Já quando a necessidade de suporte terapêutico é mais abrangente pode ser necessária uma abordagem de longo prazo, no sentido de trazer o autoconhecimento das emoções, a reflexão do modo de pensamentos e comportamentos e o fortalecimento das estruturas emocionais do paciente para que aos poucos ele conquiste a autonomia necessária para enfrentar as pressões e desafios que a sua vida lhe pede.
Mas tanto na breve como na de longo prazo, sempre é do paciente a escolha sobre a continuidade.
Algumas situações de vida ou características de personalidade podem requerer terapias de longo prazo ou mesmo uma intermitência de fases — períodos quando a pessoa se sente fortalecida e suficientemente bem para ficar sem a terapia, e fases em que ela pode recorrer a essa ferramenta de ajuda emocional que é um lugar de escuta que traz segurança e alívio para suas inquietações.
São processos que buscam entender uma situação ou conjunto de sintomas de um paciente usando ferramentas de investigação psicológicas, como entrevistas, escalas e testes psicológicos. As avaliações muitas vezes são solicitadas por médicos, escolas, ou mesmo pelo paciente ou pelo próprio psicólogo. Com elas pode-se compreender melhor as causas dos sintomas, chegar a hipóteses diagnósticas, sugerir encaminhamentos para médicos e outros profissionais.
A gestação e o puerpério são fases interessantes e adequadas para a busca por apoio psicológico. Nelas surgem inquietações, dúvidas, angústias, medos e frustrações que podem ser acolhidos e atenuados com uma ajuda profissional. Há muita cobrança pessoal, familiar e social quando o assunto é maternidade — e a realidade geralmente é muito diferente das idealizações. Normalmente, na vida, os sentimentos antagônicos coexistem: felicidade, amor, alegria, desejo, esperança, mas também apreensão, ansiedade, medos. Todas essas ambivalências podem ser potencializadas quando a maternidade chega. E mesmo com todo apoio e suporte, a mulher pode desenvolver quadros de depressão pós-parto, em diferentes graus de severidade, precisando não só de ajuda psicológica, mas também médica.
A orientação parental é um atendimento clínico que ajuda os pais a entenderem e agirem em situações mais complexas e desafiadoras na criação dos seus filhos. Muitas vezes um olhar profissional pode ajudar a desembaraçar situações que estejam confusas e tensas, causando sofrimento e desequilíbrios no sistema familiar. Após algumas consultas já é possível avaliar a necessidade de encaminhamentos para atendimentos individuais da criança ou dos pais ou se somente a orientação parental será suficiente para restabelecer uma boa dinâmica no relacionamento familiar.
Nem sempre a rotina permite que os pais observem algumas situações em que estão causando excessiva pressão nos filhos, ou situações que deveriam estar mais atentos e serem mais firmes. Muitas vezes questões do relacionamento dos pais, sejam casados ou não, influenciam no comportamento da criança e do adolescente sem que os pais percebam. E ainda é mais difícil para os pais perceberem quando as suas próprias questões pessoais e histórias de vida estão refletindo na forma de educarem os filhos, gerando idealizações, medos ou frustrações que afetam os vínculos e desestruturam a dinâmica familiar.
Embora não seja usual, algumas pessoas podem preferir não aderir a um processo psicoterapêutico, mas nem por isso precisam se privar de uma escuta profissional em alguns momentos mais difíceis de sua vida. O atendimento único pode ser útil para o paciente poder ter um lugar de fala e de escuta mesmo que não queira ou não possa ter o comprometimento com uma psicoterapia breve ou de longo prazo.
Os valores de cada atendimento estão nas faixas indicadas pelo Conselho Federal de Psicologia — cujo limite inferior está na faixa dos 200 reais.